Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 16 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Educação

15/05/2019 - 17h15min. Alterada em 16/05 às 08h43min

Manifestantes realizam marcha contra os cortes na educação em Porto Alegre

Marcha entoou gritos contra o presidente Bolsonaro e a favor das universidades federais

Marcha entoou gritos contra o presidente Bolsonaro e a favor das universidades federais


MARIANA CARLESSO/JC
Matheus Closs
Seguindo a convocação de diversas cidades brasileiras, a quarta-feira (15) foi de protesto em Porto Alegre. Um grande número de estudantes, professores e apoiadores realizaram diversos atos contra os cortes na Educação Básica e no Ensino Superior. À tarde, o grupo se concentrou na avenida Osvaldo Aranha, em frente ao Instituto de Educação General Flores da Cunha, antes de partir rumo à Esquina Democrática, no Centro da Capital. No final da tarde, o grupo se reuniu novamente, na Faculdade de Educação (Faced) da Ufrgs e fez novo trajeto até a Esquina Democrática.
A organização do evento estimou em 30 mil o número de participantes, enquanto a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) falou em mais de 10 mil pessoas e "a maior manifestação em oito anos". Em capitais como Belo Horizonte e Salvador, os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) se estenderam durante todo o dia e reuniram milhares de pessoas. Em São Paulo, cerca de 250 mil pessoas se reuniram na avenida Paulista, próximo ao Masp, para protestar. No Rio de Janeiro, uma multidão se reuniu na Candelária, no Centro da cidade.
Após confusão com a Brigada Militar, que lançou bombas de efeito moral contra os estudantes no final da manhã, e de um abraço simbólico ao prédio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), os manifestantes se reuniram no início da tarde na Osvaldo Aranha portando bandeiras, tambores e disparando gritos de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e a favor das universidades federais.
O grupo foi guiado por um carro de som, que levava lideranças estudantis e de grupos sindicais, reforçando o coro contra os cortes do governo. Canções como "Bolsonaro, a educação é maior do que você" e "Bolsonaro é inimigo da educação" eram entoadas pela marcha.
"Estamos aqui pelos cortes nos Institutos Federais. A gente tem que lutar, se não vamos perder tudo o que temos, que é a educação. A gente precisa da educação", disse o estudante de 16 anos João Victor Ramos, que se deslocou de Gravataí, na Região Metropolitana, para participar da marcha.
Por volta das 14h30min, os manifestantes começaram o deslocamento em direção ao Túnel da Conceição. O trânsito foi bloqueado por viaturas da Brigada Militar e liberado à medida que o grupo avançava. Nem a garoa intermitente que caía durante a tarde intimidou a marcha, que levou cerca de meia hora para ingressar completamente no túnel.
A manifestação, porém, não teve a participação somente de estudantes. Inúmeras "cabeças grisalhas" tomaram espaço entre a multidão. A aposentada Nara Mancuso, de 67 anos, aproveitou o ato para protestar, também, contra a Reforma da Previdência, além de se colocar contra os cortes na educação. "Sou contra essa reforma que vai mexer na minha aposentadoria e estou aqui a favor da educação, que é muito importante para o crescimento do País. O que será do Brasilsem uma educação pública de qualidade?", questionou Nara.
Uma professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com 22 anos de serviço na instituição e que preferiu não se identificar, defendeu a potência da universidade para encontrar saídas para os problemas do Brasil. "A universidade nos últimos anos passou a ser um lugar ocupado por toda a população brasileira, e não só pela elite. Sinto, como professora, a diferença que isso fez no ensino. De poder olhar para a realidade brasileira e pensar o ensino, a pesquisa e a extensão voltados para a realidade dessas pessoas", disse a docente, de 59 anos.
Agentes da EPTC orientavam o trânsito enquanto o protesto avançava. Os manifestantes passaram pela avenida Alberto Bins, pelas ruas Coronel Vicente e Voluntários da Pátria, pelas avenidas Júlio de Castilhos e Mauá até ingressar na Borges de Medeiros, rumo à Esquina Democrática. No fim da tarde, os manifestantes voltaram a se reunir na Faculdade de Educação (Faced) da Ufrgs, onde fizeram novo trajeto até a Esquina Democrática. Dessa vez, tomaram a avenida Loureiro da Silva até ingressar na rua General Lima e Silva, e seguir pela avenida Borges de Medeiros até a Esquina Democrática. Com diferentes núcleos de manifestantes, o protesto seguiu embalado pelos cantos dos carros de som.
Durante a concentração na esquina com a Rua dos Andradas, os estudantes falavam em "barrar os cortes na educação" e as reformas de Bolsonaro. Os manifestantes ainda caminharam até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, onde ocorreu a dispersão.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia