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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de fevereiro de 2019.
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rio de janeiro

Alterada em 07/02 às 18h27min

Temporal no Rio mata seis, alaga ruas e hotel e aciona sirenes de alerta

A previsão é que a chuva forte continue em partes da cidade

A previsão é que a chuva forte continue em partes da cidade


CARL DE SOUZA/CDS/AFP/JC
Agência O Globo
Um temporal com fortes ventos atingiu o Rio na noite desta quarta-feira (6), matou ao menos seis pessoas, causou alagamentos, quedas de árvores, deixou bairros sem luz e acionou sirenes de alerta em áreas de risco. A prefeitura decretou estágio de crise (o mais grave) por volta de 22h e recomendou aos cariocas não saírem de casa.
Entre as seis mortes confirmadas até o momento, uma ocorreu no Vidigal, outra na Rocinha, duas em Barra de Guaratiba e duas na avenida Niemeyer, na zona sul, onde um ônibus foi parcialmente soterrado por um deslizamento. Bombeiros trabalharam nesta manhã para retirar as ferragens do ônibus de baixo de uma pilha de lama.
Em Barra de Guaratiba, zona oeste da cidade, onde houve a queda de uma barreira. Mãe e filha, segundo o corpo de Bombeiros, foram as primeiras mortes da noite. A corporação foi acionada às 20h44 para prestar esse socorro.
O prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou luto oficial no município por três dias. Em vídeo publicado por volta das 11h20 nas redes sociais, o prefeito afirmou que o "Rio amanheceu de luto". "Desde às 21h uma tempestade se abateu sobre a zona sul do Rio com ventos de 110 quilômetros por hora, quase um tufão", disse ele.
Os pontos mais críticos foram registrados nos bairros que fazem a fronteira entre a zona sul e a zona oeste. Diversos bairros tiveram árvores centenárias arrancadas pela raiz, como Leblon, Copacabana, Botafogo e Laranjeiras.
Os bairros de maior demanda por chamados da Defesa Civil municipal foram Barra da Tijuca, Itanhangá e Freguesia, na zona oeste, e em São Conrado, Rocinha e Vidigal, na zona sul.
Segundo os Bombeiros, no final desta manhã a corporação já havia recebido 300 chamados para retirada de árvores caídas na cidade. De acordo com a prefeitura, já foram registradas a queda de 170 árvores e oito postes na cidade.
Até às 9h30 desta quinta-feira (7) ao menos seis vias permaneciam interditadas, inclusive a avenida Niemeyer, em São Conrado, onde bombeiros trabalham no ônibus soterrado pela queda de uma barreira. Ainda há pontos de alagamentos em pelo menos sete bairros da cidade, como Gávea, Ipanema, Leblon, Copacabana e Barra da Tijuca.
Na favela do Vidigal, no Leblon, zona sul, um dos bairros mais atingidos, ruas viraram córregos na noite de quarta e uma pessoa morreu em um deslizamento de terra. Crivella esteve na comunidade durante a madrugada para coordenar o apoio às vítimas dos alagamentos.
Na Rocinha, em São Conrado, sirenes alertaram os moradores para desocuparem as residências e se encaminharem para os pontos de apoio próximos. Na comunidade, houve ao menos dois deslizamentos e também foi registrada a morte de uma mulher. Vídeos publicados nas redes mostram um homem sendo arrastado pela enxurrada -a família divulgou que ele passa bem.
Um dos chamados atendidos pelo Corpo de Bombeiros relatava o soterramento de uma casa na estrada da Gávea, altura do número 200, por causa de um deslizamento. Ainda não há informações sobre vítimas.
No mesmo bairro, clientes do hotel Sheraton, um dos mais luxuosos da cidade, ficaram ilhados com água no joelho entre poltronas que boiavam no meio do lobby totalmente alagado. Na região, o canal do Leblon transbordou atingindo várias ruas comerciais e o shopping Leblon foi invadido pela água.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio, outro deslizamento, em Barra de Guaratiba (zona oeste) provocou a morte de uma mulher. Outra morte foi registrada no bairro, dois homens foram resgatados com ferimentos e uma pessoa está desaparecida. Houve ainda deslizamento em Inhaúma, na zona norte.
Segundo a Defesa Civil, choveu em quatro horas mais do que o esperado para todo o mês de fevereiro. Foram 138 mm de chuva em algumas áreas, quando o previsto para este mês era de 130 mm.
Na estação de medição do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) no Forte de Copacabana os ventos chegaram a 110 km. A força da ventania derrubou inclusive cabos de comunicação do teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte.
Motoristas relataram que no momento do temporal a sensação era de se estar no meio de um tufão, com ventos arrancando árvores e destruindo estruturas de sinalização urbana, postes e placas.
A chuva ainda interrompeu a circulação de ônibus articulados no sistema BRT (Bus Rapid Transit), nos corredores Transoeste e Transcarioca. Alagamentos, carros e árvores bloqueiam o tráfego nos corredores exclusivos. Vias e túneis foram fechados e o trânsito foi intenso em vários bairros.
Chegaram a ser interditadas em ambos os sentidos as ruas Jardim Botânico, estrada Grajaú-Jacarepaguá, rua Epitácio Pessoa, rua Alto da Boa Vista, Túnel Zuzu Angel e avenida Niemeyer. Na Niemeyer, um ônibus foi atingido por um deslizamento e provocou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia.
Em entrevista na manhã desta quinta ao canal de TV Globo News, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) disse que o motorista do ônibus afirmou, após ser resgatado, que havia dois passageiros no veículo.
O ônibus foi parcialmente soterrado, o que dificultou os trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil. Durante a manhã, o corpo de uma mulher foi retirado. No início da tarde o outro corpo foi localizado, elevando portanto o número de mortes para seis.
De acordo com a prefeitura, houve pelo menos dois desabamentos na avenida. Outros desabamentos ocorreram na Rocinha, em Guaratiba e na Niemeyer, bairro da zona oeste.
Segundo a empresa de energia Light, houve interrupções no fornecimento de luz ao menos na Barra da Tijuca e Recreio (zona oeste) e na Tijuca (zona norte).
Também foram registradas quedas de energia em razão de desabamento de árvores na rede elétrica em Copacabana e Botafogo.
A previsão é que a chuva forte continue em partes da cidade.
De acordo com o sistema Alerta Rio, nuvens de chuva com intensidade fraca avançam da região da Baixada Fluminense para a capital do Rio. A previsão é de chuva começando ainda no final da manhã, começando pela zona norte.
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