Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 07 de fevereiro de 2019.
Dia do Gráfico.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Previdência

07/02/2019 - 17h12min. Alterada em 07/02 às 17h17min

Sem reforma boa para próximos cinco anos, não haverá ajuste fiscal, diz Mansueto

Para o secretário do Tesouro Nacional, Previdência no Brasil não se sustenta e afeta provisão de serviços públicos

Para o secretário do Tesouro Nacional, Previdência no Brasil não se sustenta e afeta provisão de serviços públicos


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Estadão Conteúdo
Um dos grandes problemas do Brasil hoje é a Previdência, que deveria ser algo positivo, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, durante evento da Amcham em São Paulo. O mundo todo, de acordo com ele, tem previdência, um fundo para quando as pessoas ficarem velhas. "Então, previdência é algo positivo, mas não na forma que funciona no Brasil. Aqui é um sistema que não se sustenta e acaba levando a um grande problema na provisão de outros serviços públicos que são essenciais para a população", criticou o secretário.
O Brasil, de acordo com ele, é um país novo, mas que daqui a 20, 30 anos será um país radicalmente diferente. "O que o Brasil vai envelhecer daqui 20, 30 anos é um processo que levou mais de um século para ocorrer na França. A má notícia é que o Brasil gasta hoje com Previdência em torno de 14% do PIB, um pouco mais que o Japão que é o maior país do mundo em termos de idosos. E daqui a 40 anos estaremos igual é o Japão hoje", alertou Mansueto.
De acordo com Mansueto, se não for feita uma reforma boa para os próximos cinco anos, não haverá ajuste fiscal. Os programas de transferência de renda no Brasil hoje respondem por 90% de todo os gastos públicos. "90% do que o governo arrecada é mandado de volta e a Previdência é a principal. Vou deixar muito claro que se não for feita uma reforma da Previdência boa que traga uma economia expressiva nos próximos cinco ou dez anos não haverá mais ajuste fiscal", disse.
A boa notícia, de acordo com o secretário é que toda a sociedade agora parece entender a necessidade de se reformar a Previdência. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), segundo Mansueto já se manifestaram a favor da reforma. Até os governadores, de acordo com o secretário, tem pedido para que seus Estados sejam incluídos na reforma da Previdência.
"Os governadores estão pedindo para entrar no ajuste fiscal, na reforma da Previdência, o que é muito positivo. Os governadores hoje são aliados do governo federal", afirmou. Mansueto diz saber que a reforma da Previdência sozinha não será suficiente para resolver todos os problemas econômicos do Brasil e que depois dela outras reformas terão que ser feitas, como a tributária, por exemplo.
Ele disse estar muito confiante de que agora, com o apoio da sociedade, as reformas serão aprovadas. Disse também que, ao contrário do que leu nos jornais, o governo tem sim um projeto de reforma da Previdência. "Qual será a reforma é um debate político, mas todos sabem que é preciso reformar a Previdência", comentou.
Apreensão dos mercados
O secretário do Tesouro Nacional disse que o importante é aprovar a reforma da Previdência neste ano, até dia 31 de dezembro.
Ele disse que notou certa frustração no mercado, que queria a aprovação em maio ou junho. Mas, de acordo com ele, ainda que a reforma fosse aprovada "amanhã", do ponto de vista fiscal o impacto só seria visto a partir do ano seguinte. "Notei os mercados apreensivos porque queriam a reforma aprovada em maio ou junho. Mas o importante é que ela seja aprovada neste ano. Para o mercado seria bom que fosse aprovada o mais rápido possível para ele tomar decisões de investimento, mas Previdência é um tema muito sensível."
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia