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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Energia

10/10/2018 - 13h50min. Alterada em 10/10 às 13h50min

Ação da Eletrobras chega a cair 12% após Bolsonaro falar sobre privatização

Valor da companhia caiu após candidato do PSL criticar processo de privatização

Valor da companhia caiu após candidato do PSL criticar processo de privatização


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
Estadão Conteúdo
As declarações pouco animadoras do candidato a presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, sobre privatização e a reforma da Previdência pesaram nos negócios na manhã desta quarta-feira (10) sobre ações de empresas que integram o conhecido 'kit eleições'. As ações da Eletrobras chegaram a recuar 14,64% após o candidato criticar o processo de privatização da elétrica.
"A gente vai vender para qualquer capital do mundo? Você vai deixar a nossa energia na mão da China? A gente pode conversar sobre distribuição, mas sobre geração não", afirmou ele, em entrevista à TV Bandeirantes.
As ações da estatal praticamente zeram os ganhos acumulados no cenário pós primeiro turno das eleições, com as preferenciais a R$ 23,16, e as ON registrando declínio expressivo, a R$ 19,57. Na sexta-feira, Eletrobras PNB encerrou o pregão cotada em R$ 22,61 e a ON em R$ 19,34.
Outras empresas que têm seus papéis penalizados no pregão desta quinta são a Petrobras, com recuo de 3,84% (PN) e 4,14% (ON). Do setor elétrico, caíam Cemig PN (-4,03%) e Copel PNB (-2,09%), já Sabesp ON cedia 3,75%. Entre os bancos, Banco do Brasil ON registrava baixa de 4,03%, seguido pelos concorrentes Itaú PN (-2,53%), Bradesco PN (-2,56%) e Santander Unit (-2,97%).
Entre as siderúrgicas, Usiminas PNB registrava forte queda de 5,29%, seguida por CSN ON -5,25%, Metalúrgica Gerdau PN -3,44% e Gerdau PN -2,68%.
Segundo Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, a maior aversão ao risco tende a atingir com mais força ações consideradas mais arriscadas. Vale ON, por sua vez, recuava 1,73%.
Os investidores também repercutem declarações do presidenciável Jair Bolsonaro sobre a reforma da Previdência. O candidato do PSL disse na terça que a reforma da Previdência será tratada "vagarosamente, embora depois tenha recuado dizendo que, se eleito, irá procurar a equipe de Michel Temer para fazer proposta sobre o tema "já para o corrente ano". Uma das ideias seria reduzir a idade mínima de 65 para 61.
Diante das declarações, o mercado passa por ajustes que impulsionam o dólar, após a moeda americana ter acumulado perdas de mais de 8% no mês e caído na terça para R$ 3,7155, refletindo expectativas de investidores de vitória de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial e de andamento das reformas.
Às 13h02, o dólar à vista estava em alta de 1,13%, a R$ 3,7574. A Bolsa seguia o mesmo tom de cautela com a cena eleitoral e recua mais de 2%, em torno dos 84 mil pontos. No mês, o Ibovespa acumula ganhos de 8,50%.
A cautela justifica-se ainda pela expectativa por pesquisa Datafolha, que será divulgada nesta quarta-feira.
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Comentários
Nicholas Saut 11/10/2018 10h41min
Recebi a entrevista total do candidato. E facil perceber que houve uma volta de 180 graus nas propostas do candidato, que deixou o "mercado" desorientado. Pelo que vi não e so o setor eletrico que deixara de ser privatizado, mas, tambem o petroleo, bancos e outros setores. O generais do nucleo de comando sao nacionalistas e estatizadores. Mais uma vez o Brasil votou em promessas irreais.