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Porto Alegre, terça-feira, 09 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Edição impressa de 09/10/2018. Alterada em 09/10 às 01h00min

Mercado eleva estimativa de inflação para 4,40%

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quarta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada ontem, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40%. Na semana passada, a projeção estava em 4,30%. Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,20%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%.
A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,38% ao ano, ante 8,19% previstos na semana passada, voltando a 8% ao ano no final de 2021.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.
A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.
As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1,35% para 1,34%, este ano e mantiveram a estimativa em 2,5% nos próximos três anos.
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Confiança das micro e pequenas empresas fica estável

O índice de confiança dos micro e pequenos empresários ficou em 51,0 pontos em setembro ante os 51,1 pontos registrados em agosto, o que mostra que a proximidade com as eleições não alterou a visão dos empresários. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção dos últimos meses, ficou em 39,8 pontos e o Indicador de Expectativas, que projeta um horizonte futuro de seis meses, marcou 59,4 pontos.

"Os dados mostram que a maioria dos empresários de menor porte está otimista com o futuro, mas ainda em compasso de espera. Alguns indicadores macroeconômicos apresentam sinais de melhora, mas as disputas eleitorais sempre geram incerteza. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda aos patamares do auge da crise", disse o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

A pesquisa indica ainda que, para 53% dos micro e pequenos empresários, a economia piorou nos últimos seis meses. Aqueles que notaram melhora nesse período foram 17%. Quando analisam o desempenho do próprio negócio, 24% avaliaram que sua empresa avançou e 36% disseram que piorou.

A queda das vendas foi a principal razão para essa piora entre 77% dos entrevistados. O aumento dos preços da matéria-prima e dos produtos foi citado por 30% e 10% disseram ter sentido as consequências da inadimplência de seus clientes. Já entre os que observaram melhora nos negócios, 61% disseram ter vendido mais no período e 23% atribuem a uma melhora da gestão da empresa.

Pelo menos 57% dos empresários disse estar confiante com o futuro do próprio negócio, dos quais 29% atribuíram isso a uma boa gestão do negócio e 27% não souberam apontar a razão de seu otimismo. Já no sentido contrário, os pessimistas são 11%.

Quando questionados sobre as perspectivas quanto à economia, 36% estão confiantes, mas, destes, 47% não sabem apontar os motivos. Outros 21% apostam no mercado consumidor e 21% esperam um cenário político mais favorável.

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